“Pensei que fosse infarto”: como entendi minha ansiedade e criei estratégias para não deixar ela me parar
Respirar fundo. Ouvir o coração bater acelerado. Sentir o peito apertado e acreditar que há algo grave acontecendo. Se você já experimentou isso, não está sozinho. Compartilho aqui minha experiência sobre como lidar com ansiedade, trazendo à luz caminhos possíveis para transformar dor e medo em rotina de cuidado e equilíbrio.
Quando a mente fala pelo corpo: reconhecendo a ansiedade
Certa vez, a dor no peito trouxe um susto: “será que estou infartando?”. Mas, ao investigar, percebi que a resposta também estava no emocional. Viver em modo constante de alerta é exaustivo – especialmente para mães, empresárias e mulheres que se dividem entre tantas funções. Aos poucos, fui percebendo que o corpo pode somatizar aquilo que a mente não consegue expressar.
O que é somatização?
Somatizar é transformar tensões emocionais em sintomas físicos. Muitas vezes, dores, palpitações ou sensação de sufocamento são reflexos do que está acumulado na alma. Reconhecer isso é o primeiro passo do processo de como lidar com ansiedade. Não é fraqueza: é seu corpo pedindo atenção, cuidado e tempo para reorganizar tudo o que sente.
Estratégias práticas para enfrentar a ansiedade
Ao entender que minha dor era também um reflexo emocional, busquei caminhos sustentados por ciência, autoconhecimento e autocuidado. Aos poucos, criei uma rotina de enfrentamento suave e possível, que não exigia mudanças bruscas, apenas pequenas escolhas diárias.
Respiração: a primeira âncora de segurança
Nas crises, minha grande aliada foi a respiração consciente. Técnicas guiadas por aplicativos de meditação, respirações profundas e pausadas, interromperam o ciclo de pensamentos acelerados e trouxeram o corpo de volta ao instante presente. Experimente: pare alguns minutos, feche os olhos, inspire e expire devagar. Essa pequena pausa faz diferença.
Muito obrigado Paola, justamente isso que precisava ler e entender melhor, o que ocorreu comigo.