Por que Ozempic e Wegovy não funcionam para todos no emagrecimento?

Entenda como genética, metabolismo e estilo de vida influenciam os resultados de medicamentos como Ozempic e Wegovy

Paola Doutora

16/04/2026

Os medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic e Wegovy, ganharam enorme popularidade nos últimos anos, especialmente no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. O motivo é claro: muitas pessoas apresentam resultados expressivos na perda de peso e no controle glicêmico.

Mas, na prática clínica e na ciência, uma coisa já ficou evidente: nem todo organismo responde da mesma forma. E isso muda completamente a forma como devemos enxergar o emagrecimento.

Um estudo recente publicado na Genome Medicine trouxe uma nova peça para esse quebra-cabeça: a genética pode influenciar diretamente a eficácia desses medicamentos. Esse achado reforça um ponto central dentro da ciência do emagrecimento: não existe estratégia universal.

Ao longo deste artigo, você vai entender por que isso acontece e o que realmente importa quando falamos em perda de gordura e saúde metabólica.

O que são os medicamentos GLP-1 e como eles atuam

Os fármacos da classe GLP-1 imitam a ação de um hormônio natural do corpo chamado peptídeo semelhante ao glucagon-1. Esse hormônio participa de processos importantes do metabolismo, especialmente na regulação da glicose e do apetite.

Na prática, ele atua estimulando a liberação de insulina após as refeições, reduzindo a velocidade de esvaziamento gástrico e aumentando a sensação de saciedade. Isso faz com que a pessoa sinta menos fome ao longo do dia e tenha mais controle alimentar, o que favorece o emagrecimento.

Apesar desses efeitos bem estabelecidos, a resposta ao tratamento não é igual para todos. E isso não é um detalhe — é uma das questões mais relevantes quando falamos em saúde metabólica.

O papel da genética: o que é a “resistência ao GLP-1”

A nova pesquisa sugere que cerca de 10% das pessoas possuem variações genéticas associadas a uma espécie de “resistência ao GLP-1”.

Esses indivíduos apresentam níveis mais elevados do hormônio no organismo, mas com menor efeito biológico. Em outras palavras, o corpo produz ou recebe o estímulo, mas responde menos do que o esperado.

Essa condição está relacionada a alterações em um gene que influencia a enzima PAM, responsável pela ativação de diversos hormônios, incluindo o próprio GLP-1.

Na prática, isso pode impactar o tratamento de algumas formas:

  • Menor eficiência no controle da glicose
  • Resposta reduzida ao estímulo de saciedade
  • Possível limitação nos resultados de emagrecimento

Esse achado ajuda a explicar por que algumas pessoas têm respostas muito positivas com esses medicamentos, enquanto outras não apresentam o mesmo efeito, mesmo seguindo o protocolo corretamente.

Por que nem sempre o GLP-1 funciona para emagrecimento

A genética é apenas uma parte da equação. O emagrecimento é um processo multifatorial, e a resposta ao tratamento depende de uma combinação de fatores biológicos e comportamentais.

Na prática clínica, é comum observar que pacientes considerados “não respondedores” ainda apresentam pontos importantes que precisam ser ajustados. Entre eles estão a adesão ao tratamento, o tempo de uso da medicação, a presença de efeitos colaterais e condições metabólicas associadas, como resistência à insulina mais acentuada.

Além disso, fatores como privação de sono, estresse crônico e baixa massa muscular também influenciam diretamente o resultado. Isso mostra que, muitas vezes, o problema não está no medicamento em si, mas no contexto metabólico em que ele está sendo utilizado.

O futuro do tratamento da obesidade: medicina de precisão

Estamos entrando em uma nova fase no tratamento da obesidade: a era da medicina de precisão.

Isso significa que o foco deixa de ser apenas o tratamento em si e passa a considerar quem é o paciente, como o corpo dele funciona e quais são suas características individuais.

A obesidade hoje é entendida como uma condição complexa, que envolve diferentes sistemas do organismo, incluindo regulação do apetite, sinais hormonais, gasto energético e até mecanismos ligados ao comportamento alimentar.

Por isso, abordagens únicas tendem a ter resultados limitados. Estratégias mais eficazes são aquelas que consideram o indivíduo de forma integrada.

O que fazer quando o GLP-1 não traz o resultado esperado

Quando a resposta ao tratamento não é a esperada, existem caminhos possíveis e bem estabelecidos dentro da ciência do emagrecimento.

Isso pode incluir desde ajustes na dose e no tempo de uso do medicamento até a combinação com outras terapias farmacológicas. Em alguns casos, a cirurgia bariátrica e metabólica também entra como uma estratégia altamente eficaz, não como último recurso, mas como parte do tratamento.

Além disso, intervenções estruturadas em alimentação e exercício físico continuam sendo fundamentais. O treinamento de força, por exemplo, desempenha um papel importante na preservação da massa muscular, enquanto o exercício aeróbico contribui para o aumento do gasto energético.

O papel indispensável do estilo de vida

Mesmo com os avanços farmacológicos, o estilo de vida continua sendo a base do emagrecimento sustentável.

A literatura científica é consistente ao mostrar que resultados duradouros dependem de uma combinação de fatores que vão além da medicação. Entre os principais pilares estão:

  • Alimentação equilibrada com controle calórico e boa distribuição de nutrientes
  • Treinamento de força para preservação de massa muscular
  • Exercício aeróbico para aumento do gasto energético
  • Sono adequado e manejo do estresse

Esses elementos não apenas potencializam os efeitos dos medicamentos, como também são determinantes para a manutenção dos resultados ao longo do tempo.

Conclusão

Os medicamentos da classe GLP-1 representam um avanço importante no tratamento da obesidade e do diabetes. No entanto, eles não devem ser vistos como uma solução isolada.

A resposta ao tratamento pode variar por fatores genéticos, metabólicos e comportamentais, o que reforça a necessidade de uma abordagem individualizada.

Mais do que buscar uma única estratégia, o caminho mais eficaz é entender o corpo como um sistema integrado e trabalhar de forma consistente na construção de um ambiente favorável ao emagrecimento.

Quer ter acesso a treinos gratuitos?

Se você quer entender como aplicar tudo isso na prática, com orientação baseada em ciência e foco em resultados sustentáveis, vale a pena conhecer o Hub Paola Machado.

A plataforma reúne treinos gratuitos, conteúdos sobre exercício físico, saúde metabólica e estratégias reais de emagrecimento.

Acesse: https://hubpaolamachado.com.br

FAQ: dúvidas frequentes sobre medicamentos para emagrecimento

  • Medicamentos como Ozempic e Wegovy são seguros?Sim, quando prescritos e acompanhados por profissionais de saúde, são considerados seguros para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. Porém, monitoramento é sempre necessário devido a possibilidades de efeitos colaterais.
  • Existe alternativa natural a esses medicamentos?Mudanças em alimentação, exercícios regulares e atenção ao sono ainda são as bases para o emagrecimento saudável. Em muitos casos, esses fatores podem até dispensar a necessidade de medicamentos.
  • Posso usar sem receita ou acompanhamento?Não. O uso seguro e eficaz só acontece com prescrição e acompanhamento profissional, visto que cada organismo responde de forma diferente e o ajuste individual é necessário.
  • Dá para manter os resultados sem continuar usando?Sim, mas isso depende principalmente da construção de novos hábitos de vida. A reeducação alimentar e a atividade física são os maiores aliados para manter o peso a longo prazo.

Comentar

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Faça parte das nossas comunidades:

Entre de GRAÇA na Plataforma

Acesse todo o conteúdo exclusivo, programas de treinamento e metodologia completa da Paola Machado sem pagar nada!

Programas Exclusivos

Comunidade
Ativa

Acesse o Kilorias GRÁTIS!

Receba o melhor do bem-estar com a newsletter do Kilorias!